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A mostrar mensagens de Julho, 2011

Uma análise (sumária, pessoal e criticável) sobre a Bondade

Ser Bom.

Ser-se bom, em geral, diz-se, para os outros, uma das personificações do Altruísmo, mas não a única, só se torna possível se formos, antes, bons para nós mesmos. Começo por aqui, porque nunca concordei totalmente com isto. Mas em parte é verdade. Só que alguns exemplos históricos nos provam que não é bem assim.

Figuras históricas, como Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela (bem mais questionável, pelo menos na juventude), S. Francisco de Assis, Jesus Cristo (muito questionável neste caso, principalmente pela distância temporal e pelas lacunas nos registos, mas aceitemos que sim) deram prova de um altruísmo, completa ou quase completamente desprovido de interesses pessoal, de segunda intenção e, mais relevante, de interesse em si próprios e em sentirem-se, fazerem Bem a si mesmos. Diz-nos a história 'oficial' destas personalidades universalmente aceites como exemplos de 'Altruístas  famosos'.

Muitas outras personalidades lutaram e entregaram g…

A Perda

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(no Funeral de uma cantora única)
Amy Winehouse foi um furacão à deriva no mundo das artes, e da música em particular. Desde cedo foi demonstrando que se pode cantar, por o saber fazer, por se querer e lutar muito para isso, mas que toda a diferença se faz notar, quando se tem uma voz tão especial e se a sabe utilizar. Muito cedo também, demonstrou um outro lado, que a derrubou, o da sua fraqueza emocional e psíquica. Vencida pela droga e pelo álcool, talvez por não saber lidar com a fama meteórica que atingiu, talvez por outras muitas razões que desconhecemos, não encontrou força para contrariar o rumo que ia seguindo. E sucumbiu. Deixou-nos uma voz que as tecnologias que hoje possuímos, nos permitirão recordar por muitos anos, os que adoravam ouvir a profundidade daquele timbre único. Deixou-nos a tristeza também, das cenas tristes e deprimentes que algumas vez nos deu em alguns palcos, com frequência crescente nos seus últimos tempos. Penso agora na dor que sente um pai que lhe …

Rattings e verdade: USA e Portugal

Portugal nada tem a ver com os Estados Unidos da América. Verdade tão óbvia que quase se torna ridículo, ou inútil referi-la. Mas pode-se, ainda assim, no contexto da 'Crise das Dívidas' e do problema premente e mais actual dos países europeus, de Portugal, dos EUA e do Japão, fazer-se alguma comparação. O que torna, por mim, mais óbvia a estupidez e má-fé, da acção das agências de Rating.

Notação da Moody's:

Portugal Ba2 ('lixo').
EUA Aaa (notação máxima, em risco de baixar ligeiramente) 

Dívida pública per capita:

Portugal 15.334 € EUA 32.339 € 

Dívida pública em % do PIB (2010):


Portugal 93% EUA 97% (já agora, Alemanha 83,2%) 

Défice orçamental (em % do PIB, 2010):


Portugal 9,1%EUA 10,6% 

Défice orçamental (% do PIB), previsão para 2011:


Portugal 5,9% USA 10,1% 

Crescimento económico 2011:

Portugal -1,1% USA 4% 

Crescimento económico 2012:

Portugal -0,5% USA 4,5% 

É evidente que o grande problema português, para superar a crise, e para manter um níve…

SMAS Oeiras e Amadora, Seven e...disparates de (má) gestão

Publica o senhor Campilho um artigo no Jornal de Oeiras, como o título de 'Seven', aludindo a um famoso filme que se debruça sobre os sete 'pecados mortais '. Não me vou debruçar sobre a enormidade do disparate, enclausurado numa falsa moral católica, que muita gente gosta de brandir, porque julga socialmente correcto, prova cabal, aliás da falta dos 'ditos' no que a convicções diz respeito (opinião pessoal! Não se ofendam os melindrados moralistas do costume. Mas mesmo a propósito, brando eu bem alto a minha questionável moral pessoal, contra essa outra que muita gente gosta mostrar-se defensor empedernido, ou, pior, 'racional'- deixem-me rir sozinho...- cujo valor é o que é, e que terá o direito de ser questionada, tal como o não é essa ridícula coisa chamada catolicismo, 'superior'.

'Pecados mortais', enfim... lembra-se cada um de cada uma...

Mas interessa é tentar perceber o mobil deste artigo, em geral bem ao gosto da propaganda pol…

A minha análise intrusiva e abusiva de um texto de Mário Soares

Mário Soares. Num artigo na Visão.  Com palavras bem ditas, como muitas vezes o disse.  E com palavras bem ridículas, como também sempre praticou.  Espanta-me que este homem tenha sido Presidente (que acrescentou com a sua intervenção?) Que nos deu este homem, afinal?...


O murro no estômago Para quê apertar mais o cinto aos portugueses? Cumpramos o que a "troika" nos impôs e não mais do que isso. A saída só pode vir da UE. (É verdade que a saída vem TAMBÉM da UE. Mas não só, pois como sabe Mário Soares, muitos de nós somos a saída, e seríamos com qualquer Governo, dado termos de 'apertar este cinto que já nem nos serve...ou não?) O ataque feroz da agência americana Moody's ao euro, por via de Portugal, constituiu, realmente, um murro no estômago. Sobretudo sentiram-no os partidários do neoliberalismo ( Quem são? José Sócrates, que fez o pobres mais pobres? E os ricos mais ricos? Com quem cresceu mais o fosso entre ricos e pobres nos últimos 20 anos? E uma pergunta...eu, qu…

Uma Terça qualquer

Numa Terça-feira como esta, uma terça qualquer. Acordo um tanto cinzento para dar com o cinzento lá fora, num céu que ontem me deixara azul. Classificados como lixo, pelo supostos mais desenvolvidos (já me ponho reflectir no significado deste epíteto), mas sobra-me pouco espaço mental (disposição, vulgo comum) para Moody's (not in the mood for that...) porque outras preocupações me assolam. Pelo meio de vagas de preocupações pessoais, digo, de mim, comigo mesmo e sobre mim, e uma parte da minha vida, que condiciona muito o restante dela, lembro-me dos últimos dias, enganadoramente calmos. Porque o meu país, já triste, de tantas 'classificações' e de ser tão puxado 'para baixo, ainda teve de levar com mais notícias deprimentes. Nos últimos dias, o meu país perdeu, duas personalidades de grande vulto, humano e social. E cultural, que é uma vertente que me toca particularmente, em especial. Maria José Nogueira Pinto. Diogo Vasconcelos. Um e outro, duas pessoas que d…

A hora da Europa

Lembremo-nos do início da Crise das Dívidas no espaço europeu. A Irlanda pediu ajuda. Foi elaborado um plano de austeridade, para voltar a recentrar as contas da Irlanda no caminho do controlo do défice, da solvência financeira, da capacidade de pagar créditos e juros de créditos. A Grécia, com receita surgida dos mesmos pressupostos, também recebeu a mesma receita, o mesmo tipo de ajuda, mas adaptada às suas circunstâncias, e com o risco de incumprimento do plano, muito mais elevado do que a Irlanda, dada a sua condição, como Portugal em parte, de menos produtivo, menos industrializado e ...'menos' anglófono. ( a condição de se ser do Sul é uma coisa tramada...segundo o 'Norte'). Portugal, entretanto, e como se previa desde 2008, e se avisava de riscos e perigos, desde o Governo de Guterres, sem interrupção, nem com o PSD nem com Sócrates, veio a pedir ajuda, também, com o agravamento de o ter feito pelo menos meio ano mais tarde do que devia. Portugal, como a Grécia…

Os tiros das agências de Rating e a incompetência dos políticos

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O país, sensatamente, tem-se levantado contra as injustas, talvez superficiais, talvez incorrectas ou mesmo incompetentes, análises e avaliações das agências de Rating americanas. O país, e a Europa. Porque o país sente o esforço e o sacrifício, todos os dias, para voltar a encontrar uma situação financeira e uma economia saudáveis, ou menos doentes. E pior, quando a sensação, clara e sem dúvidas de todos nós, é de apesar de termos todos um pouco a responsabilidade por esta situação, haver alguns, políticos de governos anteriores, do PS, principalmente, de Sócrates em substância, mas também de outros, bem mais responsáveis ou culpados (é de culpa que se trata, mesmo!), do que cada um de nós, portugueses.

A Europa, porque não interessa a nenhum país europeu, neste momento, um agravamento da nossa situação, no caminho de um abismo helénico, mas antes uma recuperação, que lhes custe menos dinheiro e menos sustos. E menos imprevisibilidade ou incerteza para o futuro. Mas lembremo-nos de …